Blink 182: Incansável e Estabilizado

Após um grande hiato que durou de 2005 a 2009, a banda de pop punk mais conhecida das paradas musicais e querida do público matou a saudade dos seus fãs com o álbum Neighborhoods, em setembro do ano passado, e – com o possível fim do mundo nesta sexta-feira -, Tom, Mark e Travis resolveram presentar a todos com um novo EP, que foi lançado na quarta-feira (19) de forma totalmente idependente pela primeira vez na carreira da Blink 182 e marcando presença aos 45 do segundo tempo no musicalmente positivo 2012.

Sob a produção de Mark Hoppus (que, desde o início do hiato da banda, já produziu mais de dez álbuns, entre eles de bandas conhecidas como a New Found Glory e Motion City Soundtrack), o novo EP intitulado Dogs Eating Dogs contém cinco faixas que, segundo a banda, se configuram entre as melhores que já fizeram em toda sua trajetória – e de fato os músicos quase conseguiram isso. Flertando com o Folk em voga em Boxing Day, pitadas de guitarras reverberadas e belas em Disaster (fruto do som da outra banda de Tom Delonge, Angels And Airwaves) e a participação do Rapper Yelawolf em Prettly Litlle Girl, Blink 182 conseguiu mostrar com este novo lançamento o que a liberdade é capaz de fazer com os artistas muitas vezes presos às gravadoras.

Dogs Eating Dogs retrata a banda com asas abertas, com letras mais maduras, estilisticamente bem arranjadas e montadas e sobre a produção dos seus membros com coordenação do baixista/vocalista e produtor Hoppus, presenteando bem os seus fãs neste natal e mostrando uma estabilidade sonora que não haviam conquistado antes e que só foi possível saindo da jaula.

Curta mais de Blink 182 no Música Pavê

Shuffle

5 Discos Muito Influentes do Início dos Anos 2000
A década que viu a Indústria Fonográfica passar pela maior crise desde seu nascimento testemunhou também sonoridades que virariam referências ainda por muito tempo, como o disco White Blood Cells, da finada The White Stripes
Todo Mundo Tem Uma Música
Cada um de nós tem guardado na memória afetiva (pelo menos) uma sequência sensacional de notas que nos fazem sentir parte de alguma coisa maior, nos lembrarmos da nossa condição humana.
Garbage - Empty
Shirley Manson e companhia esbanjam jovialidade tanto na composição do single, quanto na produção audiovisual da obra, comandada pelo também veteraníssimo Samuel Bayer

Curtiu? Comente!

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Sobre o site

Feito para quem não se contenta apenas em ouvir a música, mas quer também vê-la, aqui você vai encontrar análises sem preconceitos e com olhar crítico sobre o relacionamento das artes visuais com o mercado fonográfico. Aprenda, informe-se e, principalmente, divirta-se – é pra isso que o Música Pavê existe.