Baco Exu do Blues e sua Trilogia Foda

foto por amanda perobelli

Rap é lugar firme. Ocupar o centro da cidade, do palco ou ter suas letras decoradas por tanta gente é parte do caminho traçado pelos jovens que estão no meio das pautas sobre racismo, preconceito, cultura. Baco Exu do Blues atravessa uma ponte maior ainda. Músicas sensuais, letras intensas. O artista se compromete e cumpre a ousadia das propostas nos traps. Causando o efeito de acostumar os ouvidos às rimas que falam de sexo, lança essa semana a trilogia sonora, destacando os períodos do dia: manhã, tarde e noite.

No álbum Esú, de 2017, Baco insere citações de Jorge Amado, Machado de Assis e Mário de Andrade e completam a ideia geral do disco, passando por fé, morte, literatura. A próxima sacada do rapper é mais pontual e sensível. Banho de Sol, lançado na última quarta-feira, inicia o passeio pelo período de 24 horas. Tardes que Nunca Acabam chega ao meio do dia, lançado na quinta-feira. Por fim, finaliza o processo na mesma data, com Última Noite.

Três músicas, três batidas envolventes, três formas de dizer mais ainda do que o sucesso Te Amo Disgraça. Baco não possui vergonha das palavras, encaixa cada sílaba dentro do contexto exato da sua poesia. Sentir e fazer sentir, interpretar. Deixa o romantismo tomar a música, mistura palavrão e amor, sem medo de descrever o que seria uma transa em vários momentos do dia, ou em todos eles.

A própria palavra que significa sustenta a ideia. Por isso, Baco é foda.

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