Papo em Dia: vagaries

Aqueles nomes que já apareceram pelo Música Pavê em algum momento no passado e deixaram saudades retornam para colocar o Papo em Dia com quatro perguntinhas.
vagaries
O que aconteceu desde a última vez que nos falamos?
“Desde o nosso primeiro lançamento, lançamos um single, um álbum completo e dois videoclipes. Para o single Open Waves, Gary e eu criamos nosso primeiro clipe em stop-motion – que também foi o nosso primeiro videoclipe, na verdade. Fizemos tudo em casa: Construímos os personagens com massinha e objetos aleatórios que encontramos por aqui, fotografamos quadro a quadro e editamos tudo no nosso apartamento. Pensando agora, talvez devêssemos ter escolhido uma música mais curta (risos), mas foi um processo longo e muito divertido! Ficamos imensamente honrados por o vídeo ter sido selecionado para a 51ª edição do AIFVF, um festival internacional de cinema e videoclipes em Athens, Ohio – e igualmente felizes por ter sido destaque na Rolling Stone Español (México)!
Nesse meio-tempo, passamos os últimos dois anos escrevendo e gravando nosso novo álbum, It’s My Cake, que acabou de sair! A produção e a mixagem ficaram por conta de Rex Shelverton — que também tocou baixo em algumas faixas. Esse disco também marcou a entrada de Matt Houston na banda. Ele e Gary tocam juntos há mais de 30 anos, o que torna essa parceria ainda mais especial. Matt tocou baixo e também foi engenheiro de som do álbum, junto de Danny Boivin, que assina a bateria.
Gravamos também um segundo videoclipe, desta vez para Tiny Losses. Foi uma produção um pouco mais estruturada que a anterior, e contamos com a direção do nosso amigo Phil Cheney. Tanto o elenco quanto a equipe foram formados por artistas e amigos próximos. Assim como no primeiro, gravamos em casa e mantivemos a pegada ‘faça você mesmo’. Além disso, fizemos alguns shows em Nova York e Brooklyn, e no último verão saímos em uma pequena turnê pela Carolina do Norte”
O que mudou e o que não mudou na maneira como vocês fazem música nesse período?
“Nosso processo de criação segue o mesmo: Tudo começa com Gary no violão e vamos construindo juntos no piano, geralmente gravando as primeiras ideias em um gravador de oito canais aqui em casa. Quando chegamos ao estúdio, normalmente já temos um esboço bem definido – pelo menos a estrutura da música. A partir daí, as canções ganham corpo de forma bastante orgânica com a banda.
Da nossa primeira gravação até agora, o que mais mudou foi o tempo. Passar dias seguidos com uma música, observar como ela se transforma… você vai de uma faixa para outra, e dois anos depois, de repente escuta todas juntas, mixadas, e percebe: ‘Isso é real. Isso é um álbum’.
Quando recebemos o vinil de 12 polegadas da edição limitada pelo correio – que está à venda no Bandcamp – foi um momento marcante. Existe algo especial em ouvir desse jeito, segurando o disco, virando o lado… algumas lágrimas rolaram, risos.
A música muda — está sempre em movimento, como a gente. Mas o ato de criá-la? Isso permanece. E vamos continuar”
Quais são suas novidades?
“Logo após o lançamento do disco, estamos nos dedicando a marcar shows, divulgar o álbum e escrever novas músicas. Também estamos começando a esboçar ideias para um novo videoclipe de No one I know is in my tree, que é uma das faixas do disco”
Quais outros artistas e bandas vocês têm escutado?
“Aqui em casa, nossa rotação de discos favoritos costuma ser bem constante: In Rainbows, Radiohead; Misery is a Butterfly, Blonde Redhead; The Soft Bulletin, The Flaming Lips; RAM, Paul McCartney; Nebraska, Bruce Springsteen; Fear of Music, Talking Heads; Worms, Viagra Boys, e – sempre -, George Jones”
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