Coletânea: Skrillex

Talvez o nome Sonny Moore não te comunique muita coisa, mas seu heterônimo Skrillex foi um dos mais constantes temas na cena eletrônica nos últimos dois anos. Com apenas 24 anos de idade, o produtor e DJ acumulou, em apenas três anos, indicações de prêmios Grammy, extensas turnês, um dos mais altos cachês da cena, uma parceria com Boys Noize, outro grande nome do gênero, a qual batizaram Dog Blood e a honra de se consagrar como o maior nome do dubstep, uma referência mundial no estilo que tanto tem influenciado o mundo pop e dance – isso sem contar seu corte de cabelo tão imitado ao redor do globo. Como não poderia deixar de ser, Skrillex possui uma videografia daquelas, e é isso o que lembraremos nesta coletânea que homenageia este artista que também marcou 2012.

First of the Year (Equinox) (2011)

Este clipe é daqueles que se preocupam em traduzir ao máximo a música para o vídeo. Comandado por Tony Truand, grande parceiro de Skrillex, ele retrata a ingenuidade da música dançante dos primeiros minutos como as crianças brincando enquanto um adulto (muito suspeito, por sinal) as observe. Ele segue uma garotinha até um lugar inóspito e lá, do nada, ele é surrado com golpes sonoros bem na hora da variação na música. Não é à toa que foi Equinox que ajudou o produtor a se tornar um dos ícones do dubstep, já que esse videoclipe o explica tão bem.

Rock’n’Roll (Will Take You To The Mountain) (2011)

Antes de explodir com o vídeo anterior, o DJ já tinha um grande sucesso – o suficiente para uma turnê de oito meses promovendo seu som para plateias de tamanhos bem variados. Todo esse tempo foi documentado pelo diretor Jason Ano e virou o clipe de Rock’n’Roll, que já mostrava a mesma ideia das variações das imagens com as da música – aqui alternando principalmente entre a as tomadas diurnas e noturnas.

Lick It (parceria com Kaskade)(2012)

Em 2012, logo após passar pelo Brasil no Lollapalooza, Skrillex lançou o clipe Lick It, parceria sua com Kaskade. Ao invés de mostrar as variações dentro de uma faixa como os anteriores, este aqui foca na agressividade que o dubstep possui ao mostrar uma garota com as orelhas sangrando perseguindo um cara com fones de ouvido pela neve. Ficou bem bacana. Essa mesma ideia aparece também em seu Bangarang, também de 2012.

Make It Bun Dem (com Damien Marley)(2012)

A história de um despejo coletivo ganha a intervenção de um jovem descendente direto de índios norte-americanos. Dançando ao som do dubstep, ele faz um ritual para invocar vento, chuva e seus poderes ancestrais – para o deslumbre da criançada que assiste tudo de camarote. A direção é novamente de Tony Truand, que aproveita a desaceleração das cenas para ilustrar o mesmo efeito de ritmo presente na música de Skrillex.

Ruffneck (FULL Flex)

O efeito delirante que o som de Skrillex pode ter foi bem colocado nesse vídeo, também de Tony Truand, que mostra um Papai Noel (daqueles que ficam em lojas no shopping) narcotizado que entra em uma viagem daquelas bem na hora que está atendendo os pedidos das criancinhas. O clipe conta ainda com uma bizarra perseguição em câmera lenta. Divertidíssimo.

Breakn’ a Sweat (com The Doors)(2012)

E se você ainda duvidava da moral de Sonny Moore, saiba que uma de suas colaborações em 2012 foi com os remanescentes da banda The Doors – o que não é mesmo para qualquer um. Um encontro dessas proporções merece um videoclipe à altura e foi isso o que a dupla Radical Friend proporcionou – uma batalha em alto mar protagonizada pelo que aparentemente são alienígenas, feita com ajuda computação gráfica e de um vermelho agressivo, que depois dá lugar ao vídeo esverdeado nas ruas noturnas da cidade. Épico como o som de Skrillex.

Veja mais de nossa série Marcou 2012

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