Coletânea: Queen

Falar sobre o Queen e seu legado videográfico é acompanhar de perto a história dos videoclipes e como essa linguagem evolui tão rapidamente. Muitos consideram eles os “pais” do formato, por conta de Bohemian Rhapsody (1975), tida como a primeira produção a utilizar a estética do vídeo para a promover uma canção. Selecionamos algumas (pouquíssimas) amostras do trabalho que a banda fez desde 1976 até a consolidação do videoclipe como estamos acostumados hoje, em 1984. O objetivo aqui é degustar a obra da banda, ter uma perspectiva da evolução dos clipes e celebrar seu legado. Curta esta coletânea e deixe um comentário contando qual seu clipe favorito do Queen.

You’re My Best Friend (1976) – O lançamento seguinte a Bohemian Rhapsody ganhou vídeo aparentemente um pouco mais tímido e menos ambicioso que seu antecessor, mas um olhar mais atento revela que, pela quantidade de diferentes planos, o clipe não foi montado no switcher (ou seja, a banda não tocou uma vez e, em uma sala, os cortes eram feitos usando várias câmeras) como a grande maioria dos vídeos que mostravam uma apresentação na época. Confirmando a grandiosidade da produção, dizem que havia mais de mil velas acesas durante as gravações.

Somebody to Love (1976) – Isso da edição ser feita depois e não “ao vivo” denota uma nova maneira de pensar os videoclipes que estava nascendo ali. Isso aconteceu também com Somebody to Love, em que há uma descontinuidade temporal, já que vemos planos intercalados dos músicos tocando com outros deles cantando em volta do microfone, e depois em um outro cenário. Existe ainda uma evidente preocupação com a direção de arte que repete tons de rosa e verde.

We Are the Champions (1977) – Esse vídeo poderia parecer fora dessa narrativa que estamos mostrando aqui, já que revela apenas uma apresentação ao vivo deles, se não fosse por um detalhe. No início, Freddie Mercury não canta ao microfone, mas ouvimos sua voz, porque já não há mais a preocupação com o naturalismo no vídeo. Um grande salto para a humanidade.

Play the Game (1980) – Efeitos visuais no chroma key foram praticamente uma regra ao longo da produção de videoclipes ao longo dos anos 80, até o início dos 90. O Queen se adiantou e abusou do recurso neste vídeo.

Radio Ga Ga (1984) – Dirigido por David Mallet, o clipe traz imagens do filme alemão Metropolis (1927), inserindo os músicos naquele universo futurista em uma super produção, com cenário grandioso e muitos figurantes. A MTV já existia há algum tempo e a atenção para os clipes já chegava a investimentos neste nível.

I Want to Break Free (1984) – E por falar em super produção, essa virou ícone não apenas da videografia do Queen, mas de toda aquela década. Novamente sob a direção de David Mallet, o clipe custou cerca de cem mil libras e marcou ao mostrar Freddie e os outros músicos travestidos. Na época, a MTV americana (que já tinha fama de “moderninha”) não curtiu e baniu o vídeo de sua programação, sem imaginar que esse era exatamente o tipo de transgressão que apoiaria nas próximas décadas no trabalho de bandas e artistas que seguiram a trilha aberta pelo Queen.

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