Sinta o Pulso: Coldplay e os Violinos da Revolução

Há cerca de  dois anos, o mundo deixou que Coldplay, dos palcos e estações de rádio, ditasse as regras. Fardados de revolução, seus violinos eram suas armas para guerrear com a morte musical. Reviraram todo o tipo de gente, em todas as partes do mundo. Se pela frequência com que foi tocada, se por ter uma melodia líquida capaz de tomar forma de diferentes frascos humanos, uma coisa é fato: Viva La Vida balançou nossos braços de um lado para o outro e deixou os corações no mesmo gingado. Interessante que, se eu lhe pedisse para juntar pão com pão, de certo lhe pareceria insosso. Sabemos que a soma do mesmo com o mesmo nunca dá em nada louvável. Daí o mistério: juntaram um “o” à outro, produziram um seguidinho-de-vogal e, de repente, tivemos um mundo em comum, mais arredondado. Um refrão que, sozinho, já valia a música, talvez o show inteiro. Um som tão liso que, ainda que fosse esganiçado, sairia gostoso da garganta.

Em 2010 a turnê Viva La Vida passou pelo Brasil. Em fevereiro no Rio, em março em São Paulo. Quem foi teve o prazer de cantar, na companhia dos violinos vibrantes e cheios de vida, a sequência de letras mais contagiante dos últimos anos. Eu, que estava sozinha no show em São Paulo, viajei na música adicionando batidas fortes à melodia pulando enlouquecida. Hoje, confesso, já não aguento escutar essa música (muita repetição). Reconheço, porém, seu valor indiscutível de arrebatar os sentimentos mais profundos de um misto de gente.

No vídeo abaixo, dê uma olhada na turnê Viva La Vida esguichando violinadas em Tóquio, alinhando o mundo todo com uma só melodia. Não vá estranhar se você vir a si mesmo no meio do povo.

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