Rockologia: Rock é música de menina

Durante estes quase sessenta anos de existência e vitalidade, a predominância do sexo masculino em bandas e em seus diversos subgêneros, foi uma constante na história do Rock. Por se tratar de um estilo de música “barulhento”, com guitarras elétricas, baterias marcantes e vocais fortes, este estilo musical foi por muito tempo visto como exclusivamente masculino, o que fazia com que algumas mulheres fossem capazes apenas de ouvir e idolatrar seus ídolos, como é o caso das groupies. Elas assumiam apenas uma postura de adoração às bandas e seus componentes, nunca fazendo parte delas ou desempenhando alguma função dentro das mesmas.

Mas exatamente no final dos anos 60, em Woodstock nos Estados Unidos, uma mulher subiu ao palco de um dos maiores festivais do Rock do mundo e com sua voz incrivelmente forte e marcante, a cantora Janis Joplin mostrou para o universo do Rock’n Roll que este estilo musical também podia ser feito por mulheres. A presença de Joplin nos palcos influenciou uma geração que também fazia parte do movimento Hippie que atingiu seu auge do final da década de 60, e o festival de Woodstock mostrou ao mundo através da música um novo estilo de vida, que era contrário aos padrões culturais da época e também contribuiu para a aceitação de mulheres presentes no estilo. Após o sucesso do festival de 1969, a surpresa em se ver Janis cantando Rock’n Roll fez com que muitas fãs do estilo ao redor do mundo, começassem a ganhar seu lugar ao sol neste ambiente antes tão dominado por homens.

Esta significativa mudança no mundo do Rock acarretou no surgimento de várias bandas com presença de mulheres. Algumas como Paramore, Arch Enemy e The Donnas, entre outras, mostram que o bom e velho Rock’n Roll pode ser feito muito bem de salto alto, sem que nada se perca em sua essência.

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4 Comments on “Rockologia: Rock é música de menina

  1. Como você disse sem contar com o I Love Rock n Roll da Jett,sem contar com a brody dalle do Distillers tb…Mas sem a dúvida a primeira mulher a romper o preconceito foi a Janis

  2. Pingback: Coletânea: Rockeiras de Primeira | Música Pavê

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