MP Seleciona: Dez Músicas de Destaque em 2017

Queremos (e vamos!) falar de discos e clipes, mas eles não seriam nada sem suas faixas – e é por isso que o especial #Destaque2017 guardou uma lista especial para elas.

A equipe Música Pavê votou e comentou as dez músicas de destaque em 2017, apresentadas aqui sem ordem específica. Para acessar mais do artista/banda, clique no título.

Mallu Magalhães – Você Não Presta

Vem cá, ouve isso aqui. Se liga essa brasilidade, essa molecagem na cuíca que combina tão bem um “eu convido todo mundo para minha festa, só não convido você porque você não presta”, sem deixar a sensibilidade de lado ao afirmar “tenho o meu império interior, meu mundo solitário”. Some isso tudo a uma produção de requinte, uma estrutura fora do convencional e todo o charme dos sopros – eis uma grande música. (André Felipe de Medeiros)

Anitta – Paradinha

Como em tudo que a cantora faz, Paradinha carrega a seguinte tensão: o estranhamento que atrai. Desde o timbre da voz – semitonado -, passando pela sensualidade gritante – e fascinante -, até a letra que, não diferente de outros sucessos da cantora, fala de alguém que desdenha mas provoca. Fórmula de hit.  (Anna Rinaldi)

Kendrick Lamar – Humble

Humble é um dos carros chefes de DAMN, ultimo álbum lançado por Kendrick Lamar. Canção que fez a cabeça de muita galera, lembro que, no seu lançamento, não se falava em outra coisa nos corredores da Internet, seja pela estética cortante do videoclipe ou pela própria sonoridade apresentada. Kendrick é um dos poucos que consegue fazer proveito do audiovisual para somatizar a qualidade da canção, fazendo disso um evento épico. E é bem isso, Humble não é nada mais que épico. (Rômulo Mendes)

Criolo – Menino Mimado

“Então pare de correr na esteira e vá correr na rua/Veja a beleza da vida no ventre da mulher/Pois quem não vive em verdade, meu bem, flutua/Nas ilusões da mente de um louco qualquer” e “Eu não quero viver assim, mastigar desilusão/Este abismo social requer atenção/Foco, força e fé, já falou meu irmão/Meninos mimados não podem reger a nação”: Bem-vindos, infelizmente, ao Brasil em 2017. (André Felipe de Medeiros)

Harry Styles – Sign of the Times

Sign of the Times é uma música grandiosa e muito bem produzida. Ela tem uma familiaridade que nos remete a grandes clássicos de bandas setentistas, com elementos certeiros, seja na bela interpretação de Harry Styles, seja em um instrumental que cresce a cada trecho da faixa. Foi o cartão de visita para afastar o cantor da imagem de One Direction e apresentar o artista que conhecemos hoje. (William Nunes)

Baco Exu do Blues – Te Amo Disgraça

A faixa é o ponto alto de um álbum que se destaca por inteiro. Baco rima sobre uma melodia que sobrevive na cabeça muito após o fim de Esú e expõe um relacionamento inflamável. É sexo na mesma estrofe que traz referência ao romantismo de Fagner, tudo no mesmo caldeirão que trouxe o rap de Salvador para o mainstream indie do país. (Nathália Pandeló Corrêa)

Dua Lipa – New Rules

Eleita a melhor música do ano pela revista Time, o mundo inteiro já ouviu e cantou junto. Acompanhada de um ótimo clipe, a letra conversa com a gente sobre o que acontece em muitas relações, e de como a mulher precisa deixar de lado os homens que não lhe fazem bem. A batida dá o ar sério que se carrega a letra, com seus famosos conselhos ditos no pré-refrão. Uma bela obra pop com um refrão que não tem como não conquistar seus ouvidos. Logo em seu primeiro disco, a cantora inglesa de origem albanesa já se torna uma grande promessa do pop e nos deixa querendo ver um pouco mais dessa maturidade que demonstrou logo no início de carreira. (Lucas Gabriel Bosso)

Lorde – Green Light

O primeiro single que Lorde lançou neste ano é o que podemos chamar de a perfeita música pop: Letra que dialoga com o seu público-alvo, voz marcante e batidas que vão crescendo aos poucos até explodir em um refrão contagiante. Green Light possui todo um aspecto contemporâneo, o que nos leva a crer que ela é a cara de 2017.  (William Nunes)

Far From Alaska – Cobra

Que rock bem feito, sempre com riffs que dão peso, uma múscica bem “pé na porta”, como a própria banda qualificou a faixa. Ela abre com baixo e bateria, elementos que ditam juntos o ritmo de um bom rock, mas logo as guitarras e riffs chegam acompanhadas do primeiro verso. A letra fala sobre uma pessoa que gosta de ferir as outras, e de como quem sente isso é mais forte, de forma que o gole precisaria ser bem mais duro, como o de uma cobra, para poder machucar mesmo. Tudo isso é preferido com tamanha voracidade, no melhor estilo Far From Alaska. (Lucas Gabriel Bosso)

Tim Bernardes – Tanto Faz

Desesperança: O Brasil pré-eleições de 2018 é carregado de uma melancolia opressiva, de vozes que gritam sem ouvir e de uma enorme impotência que o indivíduo percebe diante de um esquema muito maior que rege toda uma nação. O maior acerto de Tim foi, em uma bela composição, expressar em uma letra certeira a sensação de viver isso em primeira pessoa, aquele “tanto faz” que pesa ao optarmos pelo silêncio na discussão. (André Felipe de Medeiros)

Curta mais do especial #Destaque2017 no Música Pavê

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