Leo Cavalcanti e a estreia do show “Despertador”

leo cavalcanti

Leo Cavalcanti e a sua banda entram no palco do SESC Pompeia (SP) e, talvez de tantas palavras que caibam para apontar a transformação que o pisar trouxe ao ambiente, uma das mais fortes e sinceras seja o “sensorial”. A partir dali, é tudo sentir.

Não por acaso, o nome do segundo álbum do cantor chama-se Despertador. Dessa forma, não só acontece o previsto despertar, mas tudo ao redor se modifica mesmo sem aparentar visualmente. E, consequentemente, fomos levados à outra dimensão ou década – cada um escolheu a sua melhor forma para viajar. Porém, a unidade se estabeleceu, pulsando e nos reunindo numa mesma pessoa só.

A perfeita harmonia ocorreu entre a musicalidade com seus sintetizadores e os efeitos que o telão posicionado no palco apresentava. Sem contar que a performance intergaláctica do próprio cantor coroava a noite e o seu público com tamanha vontade de estar onde estava. Houve a comunhão do amor e da vida. Certeza que houve.

O ambiente se encontrou leve, como sugere a palavra que nomeia a melhor canção tocada no show, pelo menos para mim. Contudo, tão pouco importa o melhor quando tudo notado consegue ir além de uma definição convencional e dualista, sobrevivendo pós-salvas de palmas e feriado. É uma questão de saber que tudo está no seu devido lugar.

O cordial remete à verdade e, nesse tom, somos presenteados a incríveis demonstrações de existência. Assim, percebemos respiro distante da sufocação diária, encontramos gestos singelos e bonitos, dentre tantos avistados na apresentação. Perceber o outro e sorrir foi constante.

Curta mais de Leo Cavalcanti no Música Pavê

Shuffle

Cinco Nomes Folk que Você Precisa Conhecer
Poucos estilos agradam tanta gente ao redor do mundo quanto este e, agora que vem mais um All Folks Fest por aí, chegou a hora de você bombar sua playlist com estas sugestões
José González - Open Book
Músico lança obra curiosa para uma canção tão introspectiva: Uma metáfora sobre uma pessoa parasitária em sua vida ganha interpretação pitoresca no vídeo
Tommy Cash - Winaloto
Rapper da Estônia dirige obra que abusa de um humor grosseiro e cortes certeiros para brincar com a cor da pele e inseri-lo no universo da estética difundida pelo hip hop

Curtiu? Comente!

Comments are closed.

Sobre o site

Feito para quem não se contenta apenas em ouvir a música, mas quer também vê-la, aqui você vai encontrar análises sem preconceitos e com olhar crítico sobre o relacionamento das artes visuais com o mercado fonográfico. Aprenda, informe-se e, principalmente, divirta-se – é pra isso que o Música Pavê existe.

Contato

fale@musicapave.com