Entrevista: Plutão Já Foi Planeta

A banda potiguar Plutão Já Foi Planeta está vivendo um grande momento em sua carreira. Participação em programa televiso de escala nacional, lançamento e boas críticas de seu álbum mais recente A Última Palavra Feche A Porta, de 2017, shows em diversos lugares do Brasil e a constatação de que seu trabalho está sendo apreciado.

O momento de coroação – talvez assim podemos considerar – chega agora em março com a participação no primeiro dia (23) de Lollapalooza Brasil. Um dia antes, o quinteto formado por Natália Noronha, Sapulha Campos, Gustavo Arruda, Vitória de Santi e Renato Lellis ainda encara o desafio de abrir o side show da banda Imagine Dragons, na cidade do Rio de Janeiro.

Por Whatsapp, o Música Pavê conversou com Natália sobre a expectativa para estes shows, o trabalho em cima do álbum e o lançamento de mais um novo single, que vem logo logo por aí.

Música Pavê: Como está a preparação para os shows do Lollapalooza e a abertura para Imagine Dragons?

Natália Noronha, Plutão Já Foi Planeta: Estamos em um ritmo intenso de ensaio para os dois shows. Vamos levar músicas dos dois discos – A Última Palavra Feche A Porta (2017) e Daqui Pra Lá (2014) – e uma música inédita como novidade, que pretendemos lançar antes do Lollapalooza. Será um show muito animado e para cima, mas sabendo que tudo será novidade para muitas pessoas que não conhecem o trabalho de Plutão Já Foi Planeta.

MP: Como é para vocês participar de um festival tão grande como o Lolla?

Natália: A gente está muito animado porque, primeiro, é um festival que sempre quisemos assistir. Eu, pelo menos, nunca fui para o Lolla. Então, tocar é uma alegria dupla porque vamos poder curtir o festival e, ao mesmo tempo, figurar em um line up absurdo ao lado de artistas que nós admiramos demais. Uma das coisas que mais curtimos é tocar em festivais devido a troca intensa que existe com um público muito diversificado. Você tem uma galera que vai assistir uma banda que não tem nada a ver com a sua, mas está ali para conhecer outros trabalhos. Temos um contato com públicos muito diferentes e isso é bem interessante. Fora as bandas amigas ou não, bandas novas que conhecemos lá e começamos uma amizade.

MP: O que vocês querem ver no festival?

Natália: Plutão Já Foi Planeta é uma banda com pessoas que têm gostos musicais bem distintos, então, provavelmente, os cinco vão estar em shows diferentes no Lollapalooza. Eu, particularmente, quero muito ver o show do Anderson .Paak, que é um cara que toca bateria, canta e tem uma banda incrível. E Tash Sultana, que é uma mina que toca sozinha, toca guitarra, trompete, etc.. Tem outros artistas que queremos ver também, mas esses dois em especial para mim.

MP: Podemos dizer que estes shows estão acontecendo devido a boa repercussão do último álbum. Depois de quase um ano do lançamento, como você enxerga esse trabalho? Mudou a percepção que você tinha dela quando estava sendo feito para agora?

Natália: Acho que nós artistas demoramos para se acostumar e se afeiçoar com um trabalho novo porque precisamos sentir em várias experiências. Tocando em show, ouvindo, etc., então demorou um tempo – eu digo meses, até – para a gente deixar o show redondinho, passar a se acostumar com as músicas e tocá-las melhor. Isso porque precisamos muito dessa experiência multi sensorial que é o show. Depois de ter feitos várias apresentações deste disco é que conseguimos tê-lo em mãos. Até porque o feedback do público nos ajuda muito a explorar o álbum.

MP: Ele foi feito enquanto vocês estavam no Superstar, correto? A participação, o contato com outros artistas e tudo que veio graças a exposição no programa tiveram influência no resultado?

Natália: A Última Palavra Feche a Porta começou a ser produzido e gravado antes do Superstar, demos uma pausa por causa do programa e, depois, voltamos a produzi-lo. E, com certeza, o disco teve uma influência da nossa participação, porque lá dentro tivemos várias experiências com produtores diversos. Muitas músicas nós rearranjamos no programa e alguns destes novos arranjos entraram para o disco. Acho que o Superstar foi um divisor de águas para a banda.

MP: Vocês lançaram dois videoclipes para este álbum. Qual é a relação de vocês com clipes? Como gostam de trabalhar esta plataforma?

Natália: A gente curte muito fazer clipe. É uma bela forma de trabalhar mais a música para o público e, também, contar uma história. A música não morre quando é lançada. Acho que dá para alongar a vida dela fazendo clipes e lyric videos, por exemplo, então é uma plataforma que a gente espera trabalhar ainda mais este ano.

MP: Vocês estão gravando uma música nova já. Como está o processo e o que podemos esperar dela?

Natália: Sim, tem música nova vindo. E acredito que seja uma novidade tanto para o público quanto para a gente, porque nessa música nós pudemos explorar caminhos e elementos que não tínhamos explorado antes. Tem uma batida e uma percussão que possuem elementos de latinidade, tem uma pegada mais dançante, acho que a galera vai curtir bastante. É um retrato fiel de uma experiência de composição diferente. A gente não está fechando o ciclo do álbum A Última Palavra…, mas estamos abrindo o coração para um novo momento de composição e de explorar coisas diferentes.

MP: Mesmo com um álbum recente, vocês sentiram a necessidade de gravar coisas novas? Podemos esperar mais singles este ano?

Natália: Nós entendemos que não precisamos começar um novo ciclo só depois de fechar outro. Acredito que estamos em uma fase de explorar caminhos distintos, mas não precisamos deixar A Última Palavra Feche A Porta para trás. Então a ideia é continuar trabalhando neste disco, fazendo clipes e produzindo conteúdo, mas, ao mesmo tempo, mostrar que podemos ir para outros lugares e por outros caminhos.

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