Entrevista: Molho Negro (+ Clipe Exclusivo)

Na estrada divulgando seu mais recente disco, Não é Nada Disso Que Você Pensou, Molho Negro tirou um tempinho para falar com o Música Pavê e apresentar uma novidade.

Novo Rosto (Tutorial de Make) segue a linha apresentada nas canções do último álbum: guitarras fervorosas e uma letra cheia de críticas à atual forma de se vender. A faixa foi gravada no Estúdio Costella, em São Paulo, e produzida por Gabriel Zander. Já o clipe tem roteiro e direção de João Lemos, vocalista e guitarrista da banda.

Molho Negro está em novo giro de divulgação do disco de 2017 e já passou por cidades do Sul do País e chega agora ao Centro-Oeste e Sudeste. Destaque para o show no Porão do Rock, festival que acontece em Brasília (DF) no próximo dia 30. Conversamos com João sobre a turnê e o disco.

Música Pavê: Como está sendo a turnê do álbum? Imagino que as músicas do Não É Nada Disso… ganhem um peso a mais ao vivo, estou certo?
João Lemos, Molho Negro: Está sendo bem divertido, é interessante notar que as coisas tomam outra forma quando chega a hora do show, algumas músicas entram no repertório quase que de maneira acidental e isso vai se moldando. O disco é um quando você grava e vira outro quando você toca.

MP: Vamos voltar um pouco no tempo e falar do disco. Qual foi a sensação quando souberam que haviam sido eleitos pelo projeto Natura Musical?
João: Nossa, primeiro uma grande surpresa, né? Mas, depois de algumas reuniões e de dar inicio ao processo, conseguimos entender e desmistificar o projeto. Acredito que parte do nosso papel dentro do edital no Natura Musical é mostrar que se até a gente conseguiu, a porta está tentando ser um pouco mais larga do que parece.

MP: As letras são carregadas de críticas de uma maneira bem irônica. Como foi para vocês trabalhar este tipo de linguagem e passar a mensagem que queriam?
João: O Raony (baixista) uma vez me disse que a gente trabalha sob a estética da covardia (risos)! Sabe quando você está tomando banho e lembra de um argumento que deveria ter usado em uma discussão em 2015? É meio assim que surge. E acho que levar essas coisas para as canções, os discos e palcos é uma maneira de lutar com a nossa covardia cotidiana, de ficar calado e deixar passar.

MP: Passado mais de um ano do lançamento, como vocês enxergam o álbum hoje em dia?
João: Um disco que eu tenho muito carinho e, apesar de termos circulado bastante, eu sinto que muito nele ainda pode ser explorado, já estamos com outras coisas no gatilho. Mas ficaria muito feliz se daqui a algum tempo as pessoas ainda conseguirem descobrir detalhes desse disco. Na era das playlists, isso é quase um delírio meu, mas quem sabe, né?

MP: Um dos shows da nova turnê é no Porão do Rock. Qual é a experiência de tocar em festivais como este Brasil afora?
João: Além de toda a questão logística que um festival proporciona de concentrar grandes quantidades de pessoas para lhe assistir, eu adoro a heterogeneidade. O show vira um momento para mostrar muito mais do que temos em comum do que de diferente, isso é massa!

MP: Nós do Música Pavê temos um carinho especial por videoclipes e produção audiovisual em geral. Qual é a relação de vocês com este formato?
João: Super importante! A gente sempre tenta fazer o melhor possível dentro das nossas condições, acredito que ter uma banda em 2018 lhe força a pensar em conteúdos multiplataformas e os vídeos se tornam fundamentais na hora de servir de suporte para uma ideia. Além do som e da letra, agora podemos usar cor, roteiro, humor, timing etc.

MP: Quais são os planos para o futuro?
João: Como se fosse um mantra diário: Manter divertido, manter relevante e manter acessível.

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Shuffle

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