Entrevista: Cut Copy

O trio australiano Cut Copy cresceu de um simples EP feito no quarto do vocalista para ser uma das bandas de eletro-pop mais influente dos últimos tempos. Eles ainda não são muito conhecido no Brasil, embora suas músicas já tenham aparecido em vários programas de televisão por aqui. Com 3 álbuns e vários festivais na bagagem, o Cut Copy vem tocar no país pela primeira vez no dia 10 de junho. O guitarrista Tim Hoey falou com a gente por e-mail sobre a formação da banda, turnê com bandas famosas e a expectativa sobre o show e o Brasil.

Musica Pavê: Como o Cut Copy foi formado?

Tim Hoey: Praticamente em um bar numa cidade rural no interior da Austrália. Nós tivemos uma conexão através da nossa mútua admiração pelo álbum Pacific Ocean Blue do Dennis Wilson e o nosso amor pelos filmes do Terrence Malik. Aí pensamos: “Que melhor jeito de começar um banda?”.

MP: Seu primeiro EP, I Thought of Numbers, é bem diferente do o trabalho mais recente de vocês (Zonoscope). Por quê?

Tim Hoey: I Thought of Numbers foi o Dan (Withford, vocal da banda) que produziu sozinho armado apenas de um sampler e uma bateria eletrônica. Bright Neon Love (o primeiro álbum deles) viu a transição de um produtor de quarto para o de uma banda completa. Cada disco deve ser uma evolução da banda, desde explorar novas idéias para constantemente reinventar o seu som e desafiar a si mesmo e seu público.

MP: Quais são as principais diferenças entre os três CDs?

Tim Hoey: O primeiro álbum: Um pop inocente e sonhador. Segundo albúm: Rock shoegaze psicodélico com batidas lentas de estrada. Terceiro álbum: Ritmicamente lento com uma explosão de hedonismo. Cada álbum tem um foco ou um motivo que prende as músicas e dá alguma coesão. Cada álbum é sobre polir o que você já possui e levar as suas letras em novas direções. Nós sempre estamos interessados na idéia de um álbum que é feito para ser escutado do início ao fim.

MP: Como foi fazer turnês com grandes bandas como Franz Ferdinand, Junior Senior e Daft Punk?

Tim Hoey: Maravilhoso! Nós aprendemos tanto fazendo turnês com bandas que admiramos e que são uma grande influência no que fazemos. Nós fomos muito sortudos por poder trabalhar com esses artistas. Eles são ótimas pessoas e continuam em contato com a gente até hoje.

MP: Qual a melhor coisa em fazer turnê?

Tim Hoey: Poder viajar e tocar para os nosso fãs. É a conexão mais rápida que podemos ter com o nosso público. Nós adoramos experenciar novas culturas de novos países e conhecer novas pessoas.

MP: Como é o processo para vocês fazerem o remix de uma música de uma outra banda?

Tim Hoey: Na verdade depende. Geralmente nós somos fãs da faixa do artista, senão nós vemos algo nas partes da música que podemos deixar novo e interessante, e aí tentamos.

MP: Quais são as suas expectativas para o primeiro show de vocês no Brasil?

Tim Hoey: Grande expectativas! Nós não acreditamos que demorou tanto para ir para o Brasil. Por isso nós pedimos desculpas. Mal podemos esperar para poder conhecer a cultura e as pessoas.

MP: Vocês já conhecem alguma banda brasileira?

Tim Hoey: Acho que não, mas estamos ansiosos para conhecer nova músicas quando estivermos aí, comprar alguns discos e talvez ir a alguns shows.

Assista ao clipe Need You Now do Cut Copy e leia mais entrevistas exclusivas no Música Pavê

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