Dez Capas de Discos que Resumem 2016

Às vezes, a arte que acompanha um álbum fala tão alto quanto suas músicas na memória, seja na hora de lembrar de uma banda, uma obra ou mesmo de uma época.

Seja pela originalidade, pela beleza ou pelo quanto estas imagens foram reproduzidas, eis as dez capas que melhor resumem 2016, ou como o ano entrará na memória quando o assunto for bons discos – todas eleitas e comentadas pela equipe do site.

(Acompanhe mais do especial Resumão 2016 no Música Pavê)

Solange – A Seat at the Table

“Simplicidade e sofisticação encontram o olhar e a pose cheios de atitude da cantora em uma imagem que traduz o disco inteiro justamente por essas qualidades. Do cabelo comprido e adornado à boca semi-aberta, o retrato traz não só a pessoa, mas toda sua música” (André Felipe de Medeiros)

Rihanna – Anti

“Um retrato baseado em uma fotografia de uma jovem Rihanna no primeiro dia do jardim da infância com uma coroa colocada sobre os olhos, um poema em braile e a tinta vermelha que escorre como sangue compõem a arte que mistura o infantil e o adulto em uma imagem impactante e tão inesperada quanto o álbum” (André Felipe de Medeiros)

Red Hot Chili Peppers – The Getaway

“Os Chili Peppers sempre encomendaram artes próprias, feitas sob medida, para os seus álbuns. Em The Getaway, pela primeira vez, o grupo utilizou uma imagem que já existia. Contudo, a obra de Kevin Peterson parece ter sido feita sob encomenda para o novo disco. De certo modo, é possível identificar cada integrante do grupo nos animais ali presentes. Com certeza, uma das capas mais bonitas de sua discografia” (William Nunes)

Bastille – Wild World

“De certa forma, a capa remete às icônicas fotos dos construtores que almoçam sentados em uma viga suspensa sobre Nova York nos anos 30. A diferença é que de lá pra cá o mundo ficou muito mais ‘Wild’, o que se reflete na linguagem corporal menos lúdica dos dois personagens que observam a cidade lá embaixo. A banda chegou no segundo álbum com uma nova visão da sua música, após estourar mundialmente, o que pode ser refletido na capa do disco, no nome do novo trabalho e na temática das letras. Somando isso à estética de pôster de cinema que Bastille emprega na capa de seus discos e singles, a obra ganha tons épicos e, desde antes da audição, já indica a intenção de voos mais altos” (Nathália Pandeló)

Mahmundi – Mahmundi

“Para a capa do seu primeiro álbum, Mahmundi representou por meio de uma bonita arte o que a sua música transparece no disco. A cor quente do fundo da capa em contraste com a imagem da cantora traduz a dualidade que pode ser vista nos lados A e B do disco. A arte completa do encarte revela ainda mais desta transição. Um trabalho gráfico que certamente foi muito bem trabalhado” (William Nunes)

Zayn – Mind of Mine

“‘I’ve done this before, not like this’ – Zayn estreou sua carreira solo brincando com passado e presente para revelar ao mundo que a identidade apresentada pelo moço agora é uma extensão daquilo que já conhecíamos dele. Com isso, a capa do disco não poderia ser melhor” (André Felipe de Medeiros)

Baleia – Atlas

Atlas é mais que uma mera coletânea de faixas, é a narrativa de todo um universo com um ambicioso projeto gráfico. A arte à frente da obra mostra a temática que combina tanto com este quanto com o disco anterior do grupo: O rumar ao desconhecido” (André Felipe de Medeiros)

James Blake – The Colour in Anything

“Pela primeira vez em sua discografia, o cantor e produtor britânico não é fotografado na capa de um disco, embora a figura ali desenhada remeta diretamente a ele em Overgrown. Em um disco ainda mais pessoal que os anteriores – com um nível emocional bastante palpável -, parece ser a maneira de Blake esconder-se, ainda que só um pouquinho, em meio a tamanha exposição” (André Felipe de Medeiros)

David Bowie – Blackstar

“Em uma primeira vista, a capa de Blackstar pode parecer simples: Uma estrela preta em um fundo branco. Mas, na verdade, trata-se de uma imagem muito enigmática. Ao começar por não conter o nome do álbum escrito, mas representado em uma imagem. Após a morte de Bowie, muitas teorias e mistérios foram envoltos a estrela negra. O que é possível afirmar é que a arte de Blackstar, como tudo o que Bowie fez, não foi à toa. Aqui existe um significado e um propósito” (William Nunes)

Bon Iver – 22, A Million

22, A Million pode não ser o disco que alguns admiradores de Bon Iver queriam ouvir, mas trata-se do melhor disco que Justin Vernon já fez ao orquestrar ideias múltiplas na confusão que forma sua inspiração, mente e emocional. Veja a capa e entenda” (André Felipe de Medeiros)

Acompanhe mais do especial Resumão 2016 no Música Pavê

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