Cinco Provas de que 2012 Foi de Tulipa Ruiz

O ano nem tinha começando direito e a querida Tulipa Ruiz já havia feito a cabeça da galera informando que lançaria o seu segundo disco em 2012. Porém, o que se tornou e, de certa forma, ainda persiste é o embate todo amigável dos seus dois trabalhos. Ou seja, enquanto muitos ouvem ainda o seu Efêmera (2010), tantos outros dizem que Tudo Tanto (seu segundo álbum) fez a cantora se consolidar de vez no super time da musica brasileira.

Se em 2010 ela surgiu como uma promessa, neste ano, ela aconteceu – se mostrou mais, alcançou um público maior e venceu a “maldição do segundo álbum”. Nem todos podem ter a sua regalia de ter, em dois trabalhos seguidos, o equilíbrio do feedback positivo da crítica e do público.

Mas, isso pouco importa quando encontramos a dose certa da poesia e do encantamento através das suas canções. Por assim dizer, escolhemos deixar as convenções de lado e sacudir, desorganizar e ser feliz, só por estar ouvindo a sua voz.

2012 foi sim o ano da cantora. Para não pensarem que estamos simplesmente jogando confete na flor sem motivo aparente, elaboramos cinco pontos que fizeram Tulipa aparecer como destaque no meio do cenário musical brasileiro.

1- Tudo Tanto teve como carro chefe a música É, que mostrou um ótimo clipe, bem trabalhado e gravado em locações de filmes em Londres, um belo convite para entrar e conhecer o resto da obra. Já com o som aconchegante no ouvido, dá para perceber que a qualidade, sem dúvidas, é um motivador para sua carreira. Talvez não tenha nenhuma mudança radical em relação ao seu primeiro trabalho, contudo está longe de ficar restrito na mesmice. A produção ficou melhor, as letras ficaram mais maduras e sobra espaço até para uma pequena obra prima.

2- A faixa 10 do seu álbum, Víbora, foi criada do nada, como ela mesma pontuou em uma entrevista explicando que compôs boa parte da letra ao lado do seu irmão durante uma passada de som. No entanto, por não saber como finalizar, chamou e deixou o resto da composição para Criolo terminar, e ele inclusive participa da faixa, com gritos, risadas e sussurros. A música consegue ser atemporal, se aproximar de grandes clássicos nacionais. Parece entusiasmo bobo, mas as variações que ela consegue fazer com a voz dentro da melodia deixam claro que a cantora brinca e está segura com o seu talento. Não à toa, ela foi escolhida uma das mais bonitas de 2012 aqui no Pavê.

3- Agora, veja a molecagem: Não contente em fazer uma excelente canção, ela chama Lulu Santos, um dos maiores cantores pop do Brasil, para dividir o microfone na faixa Dois Cafés, que evidencia o poder dançante da música, ao mesmo tempo em que coloca duas gerações para conversar. A única conclusão da reunião é que devemos ouvir essa canção para alegrar nosso dia sempre que o dia precisar.

4- O nome da cantora transitou mais em diferentes frentes, nas três mídias: Impressa, online e televisiva. Pode parecer descartável, mas o fato dela estar em novos lugares, significa que existe uma demanda maior para o seu trabalho. Como prova da amplidão do seu horizonte, ninguém menos que David Byrne rasgou elogios para ela. Agora é torcer para que futuramente saia uma parceria entre os dois.

5- Embora prêmios não conduzam a verdade, ser reconhecida pela APCA (Associação Paulista de críticos de Arte) por melhor álbum do ano não é nada mal. Há poucos dias, Tulipa recebeu a premiação e o que podemos dizer é que este foi o coroamento do excelente ano que teve. Hoje, ela já não canta mais para um certo nicho, seu impacto é bem maior. E a tendência é só aumentar.

Curta mais de Tulipa Ruiz e da série Marcou 2012 no Música Pavê

Shuffle

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Paul McCartney - Early Days

Produção inesquecível dirigida por Vincent Haycock traz o ex-Beatle e John Lennon como garotos negros nos Estados Unidos em 1950, com participação de Johnny Depp

Black Rivers - Voyager 1

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