Cinco Músicas Mais Imperdíveis de 2016

São aquelas músicas que, por um motivo ou outro, você talvez pode ter deixado de ouvir ao longo do ano e, felizmente, dá tempo de ficar fã e escutá-las repetidamente ao longo de 2017.

Só uma delas é um lado-B do disco, todas as outras foram singles e tiveram certo alcance entre o pessoal que acompanha música com mais afinco. Justiça seja feita, entretanto, e coloquemos os holofotes sobre estas canções, lembrando que os melhores sons nem sempre possuem o espaço que merecem.

Reserve seus melhores fones de ouvido, porque você não vai querer perder nem um detalhezinho sequer delas.

(Veja também cinco músicas imperdíveis de: 20152014 | 2013 | 2012)

Maggie Rogers – Alaska

Vale a pena conhecer a história de como esta faixa colocou a artista no mapa, da mesma forma que vale ficar atento ao que a moça deve lançar em 2017 depois do sucesso repentino no ano que passou. Alaska é uma canção pop como queríamos que todas fossem – ela traz uma letra simples, mas espertinha, com as geleiras glaciais como metáfora para as mudanças em um relacionamento, tudo amparado por uma ambientação que cresce em timbres e volume ao longo de sua duração. E fica o desafio de atingir as notas do refrão, algo sempre divertido.

Matheus Brant – Assume que Gosta

Assume que Gosta nomeia e estreia o álbum do cantor e compositor mineiro com malemolência de sobra, um humor leve e carismático e uma produção impecável. Em meio a tanta caretice no meio dito “alternativo”, o músico canta “assume que gosta de mim assim/assim como gosta de um pagodinho” e “às vezes me bate a saudade/da gente ouvindo aquele axé antigo”, muito em par com o que BaianaSystem, Wado e outros fizeram ao longo do ano para relembrar o público brasileiro das delícias dos sons que encontramos por aqui. Sorte de quem ouviu essa logo em janeiro e dançou o ano inteiro.

A Tribe Called Red – R.E.D.

2016, com toda resistência e retrocesso que carregou, foi também um ano importante para a desconstrução de alguns paradigmas e para um conhecimento mais pleno de que sempre há uma voz que ainda não foi ouvida. A Tribe Called Red cutucou a sociedade norte-americana (e fãs de música ao redor do mundo) ao vocalizar a situação dos descendentes indígenas com um discurso certeiro e uma estética espertíssima, que mistura hip hop, música eletrônica e influências latinas ao lado dos cantos tradicionais tribais para narrar sua marginalização. R.E.D. (que conta com o respeitado Yasiin Bei) é o carro-chefe do disco We are the Halluci Nation e revela um pouco da força – e da altíssima qualidade – presente no álbum.

NAO – Girlfriend

NAO (diz-se “nei-ou”) é uma das melhores representantes do R&B contemporâneo de veia tão pop quanto alternativa, já que sabe ser agradável aos ouvidos sem temer uma estética menos comum ao mainstream. A balada Girlfriend reúne tudo isso, além de revelar o vocal tão carismático da moça em um refrão fragmentado que brinca com métrica e tempo na época pós-dubstep que vivemos. Vale ouvir o disco For All We Know inteiro, embora este single seja superior às outras faixas.

Phoria – Loss

Volition foi dica aqui no site em junho, e ela já vinha com um destaque para esta música. Acompanhada da vinheta By the SaltLoss foi responsável por um dos momentos mais bonitos – e intensos! – do ano, com um frio na barriga que só gente como James Blake ou mesmo Radiohead sabe causar. Uma ambientação que oscila entre o mínimo e o preenchimento pleno, batidas sensíveis, vocal intimista e belíssimos timbres ocupam mais de seis minutos e resultam em uma das faixas mais bonitas da temporada. Repetindo: Ouça com seus melhores fones (e aproveite para ouvir o disco inteiro, não vai se arrepender).

(Veja também cinco músicas imperdíveis de: 20152014 | 2013 | 2012)

Shuffle

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