Quinze Capas de Discos que Resumem 2015

Tulipa-Ruiz-Dance

Não se pode julgar um disco pela capa, mas podemos sim apontar quais as artes que ficam em nossa memória quando pensamos em um álbum. Assim como acontece com os videoclipes, a imagem de apresentação da obra vem à mente quando nos lembramos até de músicas específicas ali de dentro.

Quando pensamos no que foi 2015, estas são as capas de disco que melhor resumem o ano para a equipe do Música Pavê.

(Curta mais do especial 2015 em Resumo)

###Tulipa Ruiz – Dancê

“Cores fortes, movimento e figuras de traços poucos óbvios dão cara ao terceiro álbum da cantora, denunciando bem muito de seu conteúdo. Não bastasse a capa, o encarte veio também caprichadíssimo” (André Felipe de Medeiros)

###Esquimós – Âncora

“Resultado de uma sinergia entre linguagens: as músicas, os videoclipes e a identidade gráfica. Com projeto de Ruan Sampaio Leal, o disco é uma reunião de minimalismos maximizados numa visualidade surpreendente e arrebatadora” (Gabriel Peixoto)

###Jaloo – #1

“Única como o artista que a assina, a capa do segundo disco de Jaloo extravasa originalidade. A supervalorização das (incríveis) fotografias salienta a importância que o artista dá à estética. Estética, essa, é repleta de referências que se tornam indecifráveis diante aplicações tão bem pensadas e construídas. Magnífica” (Gabriel Peixoto)

###Dani Black – Dilúvio

“As fotografias que preenchem, com maestria, o interior e exterior de Dilúvio têm um trabalho de edição minucioso e impecável. Em termos plásticos, o disco representa a síntese de uma nova fase na carreira de Dani Black, mais cambiante, complexa e enérgica” (Gabriel Peixoto)

###Florence + The Machine – How Big How Blue How Beautiful

How Big (…) já é conhecido como o álbum em que conhecemos a verdadeira Florence Welch, sem tantas fantasias como estávamos acostumados. E é isso que mostra a capa do disco. Uma Florence com cara limpa e olhar compenetrado. O preto e branco da imagem reforça ainda mais a ideia” (William Nunes)

###Blur – The Magic Whip

“Com parte do disco gravada em Hong Kong, nada faria mais sentido do que trazer um pouco da estética contemporânea da Ásia para sua capa, que tem também na figura do sorvete uma denúncia de seu conteúdo pop” (André Felipe de Medeiros)

###Jair Naves – Trovões a Me Atingir

“O conteúdo emocional trabalhado por Jair em suas músicas encontra um tom melancolicamente ensolarado em seu segundo álbum – isso nas músicas. A arte que acompanha o disco não poderia ser diferente, e ainda fomos brindados com uma belíssima imagem” (André Felipe de Medeiros)

###Cícero – A Praia

“‘Ela me tirou de casa, ela me levou na praia, tinha um tempo que eu não ria cedo. Era uma tarde mansa, dia de euforia rasa, tinha um tempo que eu não ia à praia’ é o que ele canta na música e o que a fotografia recita na capa” (André Felipe de Medeiros)

###Björk – Vulnicura

“Mítica e feminina, a cantora islandesa entregou mais uma imagem impactante para ilustrar uma de suas obras, uma fotografia digna de estampar nossas paredes” (André Felipe de Medeiros)

###Kendrick Lamar – to pimp a butterfly

“A capa do álbum de Kendrick não poderia ter sido melhor, se encaixa perfeitamente com a mensagem do disco. Simboliza a batalha que os negros enfrentam, as letras de resistencia presente no álbum e a vitória que atingiram juntos” (Carolina Reis)

###Sufjan Stevens – Carrie & Lowell

“A capa não poderia ser outra senão o retrato de Carrie e Lowell, mãe e padastro do cantor. Assim como o disco, a capa é um retrato. Um retrato não só fotográfico, mas de um período da vida de Stevens” (William Nunes)

###CHVRCHES – Every Open Eye

Every Open Eye traz em seu encarte uma mistura de leveza e intensidade. Leveza, claro, pelas flores e tons delicados. Mas, na mesma arte, consegue trazer certa energia. Flores, que se misturam com pixels, no mesmo tom em que fazem menção ao passado, tipo estampa de roupa de vó. Isso é tão 2015″ (Anna Rinaldi)

###Boogarins – Manual ou Guia Livre de Dissolução dos Sonhos

“A capa de Manual ilustra bem não só o que é o disco, mas também Boogarins como um todo. Os traços rabiscados, as diversas cores misturadas, o rascunho de uma obra; tudo isso se transmite na música que a banda faz” (William Nunes)

###Duda Brack – É

“A força não vem do grito, dos movimentos brucos, dos lugares comuns ou de qualquer exagero, mas de como as interpretações são arranjadas com emoção à flor da pele. Dê o play e entenda a lírica da capa” (André Felipe de Medeiros)

###Maria Gadú – Guelã

Guelã é um misto de introspecção com um volume alto da voz, um trabalho de texturas interessantes para ser recebido de peito aberto. Outra imagem que deixaria qualquer parede mais interessante” (André Felipe de Medeiros)

Curta mais do especial 2015 em Resumo no Música Pavê

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