O paradoxo humano e pop na fotografia de Rankin

Há 20 anos, o britânico John Waddell, que ficou conhecido por seu nome do meio Rankin, lançou a revista Dazed and Confused. As décadas que sucederam à primeira publicação estabeleceram seu nome no mais alto patamar da fotografia fashion não por uma estética específica, como o caso de Terry Richardson, mas pelo tema que ele melhor sabe lidar: Pessoas.

Seu olhar vai além da transformação em produtos que as lentes da moda fazem com seus retratados. Ele consegue identificar alguns elementos de humanização – muitas vezes sutis – nas personagens criadas pela indústria e pela mídia, e nos revela às vezes em um olhar, às vezes na pose que sugere uma atitude de se esconder, uma pessoa de verdade mascarada pela maquiagem e se status de celebridade.

Desde que fotografou Björk em 1995, sua carreira deslanchou de uma vez e até hoje segue como um dos principais retratistas da Inglatera, dentro e fora do mundo musical – a Rainha Elizabeth é uma das personalidades clicadas por ele. Famoso pela sua irreverência enquanto fotografa, Rankin sabe como poucos quebrar as barreiras entre seus retratados e as lentes, conseguindo uma aproximação que poucos conseguem.

Isso nunca aconteceria se não fosse por sua filosofia de trabalho. Ele conta que tenta “entrar na cabeça das pessoas, para que elas se abram”, mas “se você ama as pessoas, você nem precisa saber nada sobre elas. Você consegue se conectar a elas”. Veja estes retratos que ele fez de diversos músicos. Eles nem sempre revelam musicalidade, mas sabem brincar muito bem tanto com a pessoalidade e o ego de cada um, quanto com seus personagens criados, como Marylin Manson.

Veja mais sobre fotografia no Música Pavê

Shuffle

Curtiu? Comente!

2 Comments on “O paradoxo humano e pop na fotografia de Rankin

  1. Pingback: Azealia Banks – Liquorice : Música Pavê

Leave a Reply to Juliana Piesco Cancel reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Sobre o site

Feito para quem não se contenta apenas em ouvir a música, mas quer também vê-la, aqui você vai encontrar análises sem preconceitos e com olhar crítico sobre o relacionamento das artes visuais com o mercado fonográfico. Aprenda, informe-se e, principalmente, divirta-se – é pra isso que o Música Pavê existe.

Contato

fale@musicapave.com