“Man of the Woods”: Justin Timberlake por Ryan McGinley

Justin Timberlake anunciou através de um teaser o lançamento de seu próximo álbum, Man of the Woods, para o próximo 2 de fevereiro, e sua capa já foi também revelada. Na ocasião, duas informações chamaram atenção.

A primeira é, como o vídeo faz questão de contar, o conceito do disco, que leva o músico para mais perto de suas origens do interior dos Estados Unidos, ao ser influenciado também pelo casamento e pela paternidade. Em outras palavras, JT saiu do glamour urbano, noturno e festivo dos discos anteriores para encontrar seu lado mais natural.

A segunda é a escolha do artista Ryan McGinley para a capa. O também norte-americano ficou famoso por seu estilo de fotografia mais naturalista, com uma estética mais crua, até mesmo rústica, principalmente ao capturar a juventude (quase sempre em nus) inserida em cenários naturais – o que, por si só, coloca o fotógrafo como a escolha certeira para o projeto.

Isso porque, não só ele é mestre em reproduzir o que Timberlake quer para ilustrar o conceito do disco, como também seu nome já traz essas qualidades instantaneamente. Ou seja, mais do que exercer seu trabalho na fotografia muito bem, o simples fato de ter McGinley no projeto já comunica suas intenções.

Não é a primeira vez que isso acontece. Katy Perry convidou Ryan McGinley para a capa de seu Prism (2013), que também tentava comunicar um lado mais “humanizado” da cantora depois de tanta artificialidade em seu Teenage Dream. Antes disso, a banda islandesa Sigur Rós utilizou uma das fotografias mais conhecidas do artista para a capa de seu Með suð í eyrum við spilum endalaust (2008), um álbum sonoramente mais orgânico que seus antecessores. A parceria deu tão certo que o fotógrafo dirigiu o clipe da faixa de abertura, Gobbledigook.

A um mês de seu lançamento, com apenas o teaser e a capa divulgados, fica difícil afirmar se Man of the Woods terá esse conceito mais Romântico, da relação do homem com o mundo que o cerca e com o seu interior, apenas em função de um produto (como o caso de Prism) ou por tratar também de implicações musicais (como no caso de Sigur Rós).

O que sabemos é que, por tratar-se de outro trabalho de Justin Timberlake, o disco em si já merece atenção (e é oficialmente o primeiro grande lançamento de 2018), e que a escolha de McGinley para a capa, mesmo que apenas por fins de comunicação, mostra mais uma vez o cuidado que o músico tem com sua obra – o que sempre o destaca para muito além do pop mainstream do qual faz parte.

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